Você já se pegou naquela situação de não conseguir decidir em qual buteco vai beber pelo fato de que você está cansado dos mesmos lugares de sempre? Eu já. Infelizmente isso acontece não porque eu já visitei todos os butecos da cidade e estou cansado deles. Pelo contrário. Isso acontece porque eu vou sempre aos mesmos lugares. Parando para pensar, existe um universo de bares que eu ainda tenho que conhecer e, nesse universo, há uma constelação chamada Padre Chagas.
O que tem na Padre Chagas? Colher opiniões alheias sobre o lugar é fácil e quase todos se referem a um mundo de loiras platinadas e bombados vestidos com camisa pólo da Lacoste. Mas isso é o que me dizem. Eu mesmo nunca fui lá para comprovar essa história.
E, então, fico pensando: quanto será a ceva por lá? Lota? Qual é o buteco badalado, o point da galera? E qual é aquele que a gente só vai porque, ah, tá tudo cheio, vamô nesse mesmo? Durante um ano eu morei a 15 minutos do Moinhos de Vento. Era só atravessar o Parcão e, BAM, eu estaria no mundo encantado da Padre Chagas. E por que eu nunca fiz isso?
Outro dia no trabalho, fiz uma entrevista com uma dona de um bar falecido da região. Era o Boteco Fiel. Vendo as fotos do lugar, descobri que era um ponto de boemia sem o ar de Dado Bier que circula por aquelas bandas. Aperitivos de buteco, chope gelado e até roda de pagode estavam no cardápio do Bote Fiel. Imagina, roda de boteco na frente do Sheraton. Apesar de ser bem freqüentado - três mil pessoas visitaram o estabelecimento nos primeiros 4 meses-, o bar fechou - por motivos pessoais dos administradores. O que nos faz pensar: e se houver outros Botecos Fiéis pela Padre Chagas? E se eles fecharem sem eu nunca os conhecer?
Pois é, amigos, é preciso desbravar o misterioso mundo da Padre Chagas. É preciso. Só que, sei lá... Não hoje. Não sei porquê, mas tô mais pelo Pingüim.
26.11.08
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Um comentário:
eu sou parceira de padre chagas! haha beijos
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