Chama o garçom, que assim começa a noite. Só um papo bom, uns amigos e várias cervejas. Eu até gostaria de ter uma estimativa de quantas das minhas sextas-feiras terminaram em butecos. Mas, honestamente, acho que até me deprimiria vendo esses números.
Com alguma experiência em mesas de bar - e com uma vontade de conhecer tantas outras -, eu e meu amigo Felipe Keller decidimos montar este blog. A idéia é compartilhar os nossos olhares críticos desse universo que é o buteco.
Pode não parecer, mas os barzinhos são uma representação da vida sóbria. Uma alegoria, é verdade, mas uma alegoria muito instrutiva. Quantas vezes aquela mesa imunda e gordurosa do buteco já não foi o seu divã? E quantas outras serviram de palco para fins de relacionamentos amorosos? Tá certo, tem aquelas outras, que só servem de palco para os petiscos. Para estas, eu digo: as mesas que presenciaram as grandes discussões da humanidade que me perdoem, mas o frango à passarinho é fundamental.
Da polenta com queijo à análise ecônomica da ergonometria do copo de chopp, eu, Vinícius Silva França, e Felipe Keller prometemos contar sobre todos os cantos dos butecos sujos.
5.11.08
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