24.3.09

War Buteco

Tive a ideia de registrar os lugares em que eu já bebi. Fui no Google Maps e criei um mapa para tal façanha. Ao longo dos dias, vou atualizando. Por enquanto, coloquei quatro butecos visitados por mim em Porto Alegre. É, afinal, um serviço para os butequeiros que vagam as noites em busca de um bom lugar para sair.

Se você quiser participar, o mapa é aberto para o público externo editar também. Você precisa ter uma conta no Google. Pode, inclusive, deixar um comentário sobre o lugar. 

Não sabe usar a ferramenta? Aqui vai um tutorial para te ajudar.


O mundo das cervejas em Vitória


"Gosta de cerveja? Então feche os olhos, por um instante, e imagine uma geladeira cheia das melhores do mundo, indo das chilenas às famosas alemãs. Curtiu? Mas ainda não abre o olho, não, e pensa que ao lado dessa "geladeira dos sonhos" há mais de 60 marcas diferentes de cerveja organizadas, uma garrafa do lado da outra, em várias prateleiras. Para quem é fã de uma loura gelada, chega dar água na boca. Agora o melhor é que esse lugar - paradisíaco para alguns - existe e fica em Vitória. O reduto é a Casa do Cervejeiro, que abriu no mês passado, no Hortomercado, na Enseada do Suá."


Segundo a reportagem, tem uma ceva que custa 75 pila. Eu adoro ceva, pode ter vinho, champagne, whisky, caipirinha, pode ter o que for, mas eu prefiro sempre cerveja. Agora, pagar SETENTA E CINCO REAIS em uma ceva. Sei não. Aí já é fanatismo. Alguém aí desembolsaria essa grana?

Os butecos da cidade maravilhosa


De volta à ativa, o butecosujo traz o relato de uma beberrona gaúcha que foi aproveitar o chope carioca, ao som de Chico Buarque. Bruna Schwanck, uma amiga nossa, visitou o Rio de Janeiro no último verão e nos escreveu um depoimento sobre um dos bares frequentados por garotos e garotas de Ipanema, Copacabana, Barra da Tijuca, Flamengo, Botafogo, Lapa, Laranjeiras...


Chopes devassos
por Bruna Schwanck
Passei uma semana no Rio e conheci três butecos ótimos: Devassa, Ponto da Bossa Nova e o Shenanigan's - os dois primeiros em Copacabana e o último em Ipanema.

De todos os três, eu tenho a dizer que a Devassa deveria ser incluída como ponto turístico de parada obrigatória, depois do Bondinho e do Cristo. O ambiente é massa, com mesinhas na rua, luz adequada e decoração de buteco. E o chopp é ótimo! É feito no Rio mesmo e é artesanal, por isso é mais encorpado. Eles são classificados de um jeito muito engraçado: loira (pilsen), ruiva (pale ale), negra (dark ale), índia (india pale ale) e sarará (weiss). Daí tu grita: "me dá uma índia!".

A pilsen achei muito aguada! Meio sem gosto até, parecia uma Brahma mais diluída. Beberiquei do meu pai e só. Minha mãe gosto - aliás, só mães e Zeca Pagodinho consegueriam beber aquilo. Pedi para começar uma pale ale, sempre minha preferida. Avermelhada, encorpada, com espuma densa: amei! Ruiva altamente recomendada! Tomei a negra também, mas tava tão quente no Rio... Não combinou com calor, sei lá. É boa, sim, mas no verão prefiro uma mais refrescante. Já a índia achei muito ruim. Nem lembro porquê. Mas era ruim. A essa altura eu já tava mais pra lá do Taj Mahal. E por último, experimentei a sarará. Que surpresa! Uma weiss perfeita! Não filtrada, turva, ótima para acompanhar a porção de "mandiocaxeira", aipim frito com parmesão - bem generosa, por sinal - que pedimos. 

Por falar em comida, os pratos são todos bem apresentados e são bem "comidinha de boteco". Todos têm nomes divertidos, como, por exemplo, o "bem-dotado" - que é meio metro de linguiça calabresa com pães. Ah, pedimos também uma "arretada" marguerita - pizza com massa artesanal de tapioca. Era meio borrachuda, não gostei muito. Do cardápio do bar, eu acho que o Vinícius pediria um "piu-piu".

Quem for ao Rio, não pode deixar de ir num dos bares Devassa. E nem me venham com desculpas: há doze filiais espalhadas por toda cidade.