30.12.08

Inflação no buteco

Da zerohora.com:

"A bebida do brasileiro vai ficar mais cara em 2009. Refrigerantes e cerveja subirão até 15% no início do próximo ano segundo o auditor Helder Silva, da coordenação de Tributação da Secretaria da Receita Federal."

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Lembram quando a ceva era R$ 2,50? Com R$ 20 se tomava um porre fenomenal...

27.12.08

Feliz Natal, um próspero Ano Novo e traz uma ceva

Eu acho que os butecos tinham que abrir na noite de Natal. Será mesmo que todo mundo tem família com quem passar a ceia? Será mesmo que todo mundo quer fazer isso em casa e sujar toda aquela louça? por isso eu tive uma ideia genial que eu pretendo implementar no próximo dezembro: nós, clientes, contribuímos de julho a dezembro com uma caixinha mensal para os garçons no buteco de nossa preferência. Com o dinheiro fazemos uma maravilhosa ceia para os garçons, cozinheiros e demais funcionários. Ia ser aquela loucura, crianças correndo prum lado e pro outro, tio bêbado desfilando as cuecas novas. Todo mundo bebendo e realmente confraternizando com o mundo, e não somente com os do nosso sangue.
Ta, foi uma ideia ridícula. Nem eu mesmo ia querer sair de casa pra me meter num buteco na noite de Natal, e olha que eu não sou nada sentimental com datas religiosas. o indicado é ´so mexer para fazer onda, han?!

23.12.08

aberto das 19h até o último cliente

não tem nada mais irritante em buteco que hora para fechar, a plaquinha na porta de todos deveria dizer "aberto das 19h até o último cliente". É a coisa mais estraga prazeres ter que trocar de bar no meio da noite porque o garçon ta indo pra casa dormir. Imagina um casal em seu primeiro encontro conversando na mesa do bar. Um chope pra la, um petisco pra ca, muitas risadas... e "vocês querem pedir a saideira? já estamos fechando." Coisa mais brochante.
outro dia eu estava chegando num bar na cidade baixa, cujo nome não vem ao caso, e na entrada o garçon ja me preveniu:
- fechamos em meia hora.
- ta bom, mas tem amigos meus aí dentro. só quero encontrar eles.
- mas nós fechamos em meia hora, tu só vai tomar um chope e vai embora.
Problema é meu se eu quiser tomar um chope e ir embora, ou se eu quiser comprar cigarros, um chiclete, sei la. Esses butecos de Porto Alegre têm que lembrar aquele velho máximo "o cliente tem sempre razão". Têm que seguir o exemplo do seu França, pai do Vinicius, que segundo consta só vai pra casa depois que o último cliente também vai. Esse é o espírito do buteco, essa é a fraternidade.
Talvez isso aconteça porque nós bebemos demais por aqui, nunca falta cliente. Já pensei em fazer um protesto, uma especie de greve para reivindicar melhor qualidade no atendimento, mas.. ia ter que parar de beber, baita mão.

16.12.08

Fernanda Zaffari copiona 2

Pelo visto, Fernanda Zaffari também está em uma viagem para saber qual é a saidera mais demorada da Capital. Depois de uma reportagem no seu programa na TVCOM, o Estilo Próprio, ela publicou no Donna deste domingo um perfil de vários butecos de PoA. E ainda está convocando os leitores de seu blog a eleger o melhor bar da cidade. Pô, Fernanda, depois de rodar tanto a boêmia porto-alegrense, tô começando a achar que tu tá bem entendida no assunto. Vamos bater um lero, trocar umas idéias, comer umas polentas fritas por aí, tomar um chope. Mas tu paga, que eu sou só um estudante duro em busca do jornalismo verdade.

Sobre butecos e maresia

Lembram quando eu disse que não tinha nada mais triste do que um buteco vazio? Pois é. Tem, sim. É o buteco de praia.

Aqui em Porto Alegre é muito mais comum essa ânsia de ir para o litoral do que em Vitória - apesar das praias daqui não serem motivo para animação de verão. Nunca veraniei (existe isso?) por aqui, portanto talvez eu tenha uma má impressão dos butecos de praia causada pelos butecos à beira-mar capixabas.

Não sei se é pela superlotação, pela cerveja quente ou se é pelas pessoas com pouca roupa sentadas à mesa - uma canga ou uma sunga, para quem freqüenta esses bares, parece ser mais do que suficiente. Mas tem alguma coisa triste no ambiente.

Não quero fazer aqui o papel do garotinho de apartamento que odeia o verão. Até tenho tido vontade de me espreguiçar na areia e tomar uma caipirinha. Eu só acho que buteco de praia não é buteco. Parece mais uma improvisação, uma versão genérica. A cerveja não é a mesma, os petiscos não são tão gostosos e as pessoas não são tão bonitas. Vai ver eu tenho uma falsa ligação entre bar e urbaneidade. Ou vai ver eu nunca tive um amor de verão que me faz guardar boas recordações de um veraneio.

Mas não se pode negar que as coisas na praia são, digamos, feitas nas coxas. Os bares não estão preparados para receber aquele bando de turistas. E nem têm como: quando chega abril, não há mais clientes, então, para quê investir em um mercado tão sazonal? Por isso os donos contratam mão-de-obra qualquer - nunca haverá na praia um garçom tão simpático quanto o do seu buteco familiar -, seus freezers não suportam gelar tanta ceva e as cozinheiras são sobrecarregadas com zilhões de pedidos.

Não me refiro aqui aos quiosques, os butecos de madeira que ficam nos calçadões (e aqui prometo ainda fazer um post sobre os quiosques de Porto Seguro, que são HIPERBUTECOS). Esses, sim, sabem captar o espírito da época: peixinho frito e guarda-sol, é tudo que um público coberto de Sundown quer - e não um xis com carne crua, acompanhado de uma batata frita murcha.

"- Meo, vamô fazer um chinelo que guarda ceva!"

Da Gazeta Online:
"Uma das mais recentes produções da humanidade é, pasmem, um chinelo capaz de carregar bebidas.

Difícil pensar em uma utilidade para o objeto que não seja a de entrar com bebidas em um lugar onde elas não são permitidas, mas os fabricantes alegam que a idéia é facilitar a vida de quem vai para a praia ou para a beira de uma piscina..."

Perdoem o trocadilho muito mais que infame, mas, porra, tem que ser muito chinelão (ou chapado) para ter uma idéia dessas. Ainda não alcancei esse nível.

11.12.08

Ana Clara na escola

Ana Clara: Todo mundo contou o que o papai faz.
Mãe: É? E o que você disse?
Ana Clara: Eu disse que meu pai é bareiro.
Mãe: Bareiro?
Ana Clara: É, quem tem bar é bareiro.





>Ana Clara é minha irmã de quatro anos.

Nome Sem Sentido Bar e Restaurante

Todo nome de bar tem uma história. O problema é que essa história fica só entre o dono e seus amigos. Os clientes têm que ter muita imaginação para entender os porquês. Listei aqui os top butecos da cidade cujos nomes não fazem sentido algum.

Pingüim: Deve ser uma referência à bebida gelada, pingüim, Pólo Sul, essas coisas. Na cabeça do dono. Na minha, esse nome remete à muita gente entulhada e migração para o norte no inverno.

Pé Palito: Donde no mundo isso é nome de BOATE? Pé Palito? Sério. P-É P-A-L-I-T-O. Isso é nome de cigarro de palha!

Cavanhas: Me perdoem se essa palavra é do dicionário gaudério, mas eu não encontrei o significado dela no Michaelis. Alguém sabe o que significa cavanhas? Meio machadiana, até, essa palavra. "Seus braços eram cavanhas de uma panacéia de sentimentos que nos afigurava ao belo".

Bambu's: Quando cheguei na cidade e me falaram desse, que é um dos butecos mais chinelo de Porto Alege, imaginei que fosse um bar com estilo havaiano, caribenho, algo do gênero, com uma decoração praiana. HÉ. Não, né.

Ocidente: Alguém pode doar um globo para a família Barth? Oi, vocês deram esse nome pra um lugar que serve comida INDIANA!

O melhor nome de buteco que eu vi até hoje foi em um toldo, que o meu prédio vizinho REAPROVEITOU pra fazer cobertura no pátio: Réu Confesso. Ou então o do bar do meu pai: D'Franças - o bar Dos FRANÇAS. Criatividade tá no sangue.