Butequeiro que é butequeiro (concordo com o Vinicius, palavra perigosa) deve aprender a seguir seus instintos. Tem dias que muito antes de sequer pensar onde ir de noite tu ja sabe: Fracassei.
Não adianta lutar, tem noites que estão fadadas ao fracasso. Mas é como a filosofia do sapato apertado do Machado de Assis, não se sente o prazer de ter os pés livres sem ter passado o dia inteiro andando com o sapato apertado. No más, os butecos continuam lá, pacientes, esperando o dia de sucesso que virá para compensar toda a insistência.
24.1.09
21.1.09
Momento Carnaval vol. 1
"Paz, Carnaval, Futebol: Não mata, não engorda e não faz mal" Com certeza a Claudia Leitte nunca freqüentou um estádio de futebol em dia de clássico. Ou nunca viu como fica a rua depois que passa o trio elétrico. Se ele tivesse visto uma dessas coisas, ou ainda passado o caranaval em Laguna, por exemplo, mudaria seus conceitos. Vamos analisar ponto a ponto essa música:
Paz - me remete à marofa e como bem se sabe "uma erva natural não pode te prejudicar", portanto de fato não mata e não faz mal. Mas e o que dizer da larica? ENGORDA;
Carnaval - a Festa da Carne é o mais nocivo dos 3. Sempre morre uns 3 neguinho esfaqueado no carnaval, é pior que semana farroupilha. Se por um lado toda a "folia" pode emagrecer, os filhos de carnaval fazem engordar sobremaneira. e quer mais "faz mal" do que uma puta ressaca (uma puta de ressaca, oi?), ou pegar AIDS, por exemplo (grande critério de enumeração); Mas o que mais faz mal mesmo é a super cobertura de TODAAPORRADOCARNAVAL de TODASASEMISSORAS de TV. isso faz mal pros meus ouvidos e pro MEU SACO!
Futebol - só não engorda pra quem joga, normalmente 22 entre 22mil. O resto se empanturra de risólis e cachorro quente e acaba tendo um troço no coração no momento decisivo do certame. Briga de torcida mata até mais que o carnaval, mas só faz mal mesmo pra esse pessoalzinho com costume de visitar a série B.
Portanto, Claudinha (na verdade Carlinhos Brown e Michael Sullivan) não deve esquecer em suas próximas músicas daquele velho máximo "o que não mata, engorda (ou faz mal)" PONTOFINAL
Paz - me remete à marofa e como bem se sabe "uma erva natural não pode te prejudicar", portanto de fato não mata e não faz mal. Mas e o que dizer da larica? ENGORDA;
Carnaval - a Festa da Carne é o mais nocivo dos 3. Sempre morre uns 3 neguinho esfaqueado no carnaval, é pior que semana farroupilha. Se por um lado toda a "folia" pode emagrecer, os filhos de carnaval fazem engordar sobremaneira. e quer mais "faz mal" do que uma puta ressaca (uma puta de ressaca, oi?), ou pegar AIDS, por exemplo (grande critério de enumeração); Mas o que mais faz mal mesmo é a super cobertura de TODAAPORRADOCARNAVAL de TODASASEMISSORAS de TV. isso faz mal pros meus ouvidos e pro MEU SACO!
Futebol - só não engorda pra quem joga, normalmente 22 entre 22mil. O resto se empanturra de risólis e cachorro quente e acaba tendo um troço no coração no momento decisivo do certame. Briga de torcida mata até mais que o carnaval, mas só faz mal mesmo pra esse pessoalzinho com costume de visitar a série B.
Portanto, Claudinha (na verdade Carlinhos Brown e Michael Sullivan) não deve esquecer em suas próximas músicas daquele velho máximo "o que não mata, engorda (ou faz mal)" PONTOFINAL
20.1.09
Mais da rede
Butequeiro (palavra perigosa de se dizer bêbado) adora dizer que é butequeiro. É como torcer para um time de futebol, a gente grita com orgulho: uma vez butequeiro, butequeiro até morrer; ou ainda, é um sentimento, para mim uma religão, salve a ceva, a coxinha e também o garçom.
No Orkut, a rede mundial de computadores, como diria o Jornal da Globo, existe uma cacetada de comunidades de pessoas demostrando seu amor pelos bares da vida. Selecionei as três melhores pra você, amigo da Rede Globo, mostrar para todos os seus amigos que você não tem vergonha de ser quem você é:
Porque a viver também é um aprendizado - ainda mais quando se está bêbado.
Meu lema de vida.
Ô, já comprei muita dessa coragem no Pingüim. Em algumas dessas vezes, seria melhor ter continuado medroso mesmo.
13.1.09
Hoje eu vou maysar!
Juro que um dia junto todas essas notícias sobre butecos e faço minha dissertação de mestrado: Buteco e mídia - o discurso da mídia online brasileira contemporânea sobre a boêmia, em uma análise sóbria, porém semiótica. Mas vamos lá, do Dia Online: "O público está vidrado em Maysa, a cantora que virou mito e minissérie, e o espírito carioca não perdeu tempo para incorporar, no vocabulário descontraído dos bares, o novo verbo. Maysar é enfiar o pé na jaca, beber muito, curtir uma fossa, dar um perdido na família para cair na boemia. Sem perder a pose."
É isso mesmo, minha gente. Maysa virou verbo. E um verbo dos bons: beber e beber e ainda querer beber mais. Estou torcendo para essa gíria pegar aqui em Porto Alegre também. Imagina que emocionante. Você manda uma mensagem de texto para um amigo: "Maysar hoje?", e pronto! Tá feita a noite no buteco. Na verdade, o "maysar" pode ser usado em inúmeras situações. Pode chegar em uma gatinha assim. "E ae, gostosa, vamos maysar?". Quando você chega de ressaca no trabalho, "Bah, maysei ontem". E até mesmo pela psicologia menos ortodoxa. "O paciente sofre de maysamento".
Esses cariocas são um povo muito SACANA.
6.1.09
Férias
Tirei minhas férias de buteco. Sabe, cansa bater o ponto o ano inteiro sem parar para respirar. Usei desses feriados tipicamente familiares pra diminuir o teor alcoólico no meu sangue - no reveillon nem tanto - e desanuviar a minha imagem conturbada dos butecos. è isso mesmo, eu já não via os meus bares do coração com o mesmo olhar apaixonado. Já tinha virado rotina, casamento antigo. Agora tirei um tempo para comntemplar e sentir saudades. Agora volto para os mesmos pinguins e donas neuzas da vida, procurando novamente a primeira impressão.
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