Juro que um dia junto todas essas notícias sobre butecos e faço minha dissertação de mestrado: Buteco e mídia - o discurso da mídia online brasileira contemporânea sobre a boêmia, em uma análise sóbria, porém semiótica. Mas vamos lá, do Dia Online: "O público está vidrado em Maysa, a cantora que virou mito e minissérie, e o espírito carioca não perdeu tempo para incorporar, no vocabulário descontraído dos bares, o novo verbo. Maysar é enfiar o pé na jaca, beber muito, curtir uma fossa, dar um perdido na família para cair na boemia. Sem perder a pose."
É isso mesmo, minha gente. Maysa virou verbo. E um verbo dos bons: beber e beber e ainda querer beber mais. Estou torcendo para essa gíria pegar aqui em Porto Alegre também. Imagina que emocionante. Você manda uma mensagem de texto para um amigo: "Maysar hoje?", e pronto! Tá feita a noite no buteco. Na verdade, o "maysar" pode ser usado em inúmeras situações. Pode chegar em uma gatinha assim. "E ae, gostosa, vamos maysar?". Quando você chega de ressaca no trabalho, "Bah, maysei ontem". E até mesmo pela psicologia menos ortodoxa. "O paciente sofre de maysamento".
Esses cariocas são um povo muito SACANA.
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